segunda-feira, setembro 17, 2007

femicidio











Governo Fox encobre assassinos de mulheres de Ciudad Juarez


Relatório sobre mortes de mulheres na cidade mexicana causa indignação







• Às vésperas do 8 de Março, Dia Internacional da Mulher, as mulheres de todo o
mundo são mais uma vez insultadas em sua dignidade, em tantos anos de luta por
sua libertação. A notícia, desta vez, vem do México. Depois de 11 anos (!) de
investigações, o governo mexicano divulga o relatório da Comissão Especial
sobre Delitos Relativos aos Homicídios de Mulheres em Ciudad Juárez.
E o mínimo que causou entre as mulheres mexicanas e do mundo inteiro
foi indignação. O relatório joga por terra vários dados e argumentos
exaustivamente levantados por uma infinidade de mulheres e comissões
de direitos humanos para esclarecer os assassinatos e desaparições de
mulheres que ocorrem nessa cidade mexicana desde 1993.

“O relatório é indigno, vergonhoso e humilhante, porque falsifica e
minimiza os fatos”, diz Esther Chávez, presidente da Casa Amiga,
um centro de apoio aos familiares das vítimas de Ciudad Juárez.
O que mais revoltou a todos foi o fato de o relatório oficial afirmar
que “a dimensão exata do problema” havia sido distorcida,
ou seja, ampliada pelos familiares e organizações de mulheres
que lutam há anos por justiça.

“Então, se o problema era tão pequeno como eles dizem, por que
gastaram tanto tempo e tanto dinheiro em investigá-lo?”,
pergunta Esther Chávez. “O que acontece é que o governo
(de Vicente Fox) quer minimizar o caso, mas mesmo que
não morra nenhuma mulher mais, nós vamos continuar gritando”.

Capital do “feminicídio”
Ciudad Juárez, próxima à fronteira com os Estados Unidos,
ficou tristemente conhecida no início dos anos 90 como a “
capital do feminicídio”, por causa dos constantes assassinatos,
precedidos de violência sexual, e pelos desaparecimentos de
mulheres, a maioria delas jovens entre 15 e 30 anos. A maioria
delas foram estupradas, algumas por muitas pessoas, e torturadas.
A situação chegou a tal ponto que depois de inúmeras campanhas
internacionais e dentro do México, encabeçadas por grupos de mulheres,
e uma enorme pressão contra o governo Vicente Fox, surgiu essa tal
Comissão Especial de Delitos, para apurar as causas dos crimes.

Familiares das vítimas e organizações feministas já haviam levantado
inúmeros dados e formulado várias hipóteses, mas tudo isso foi ignorado
no relatório final, justamente porque havia fortes indícios de
envolvimento da própria polícia e de famílias ricas nos crimes.

No entanto, o relatório da Comissão afirma que na morte violenta
de 379 mulheres, ocorridas nos últimos 11 anos em Juárez, não há
nenhum padrão de assassinatos em série e que apenas 78 casos
estão relacionados com ataques sexuais. Além disso, afirma que
125 mulheres morreram em seus próprios domicílios, vítimas de
familiares ou amigos, e que a maioria das assassinadas vivia em
um ambiente altamente “criminológico e violento”. As ativistas
de direitos humanos levantados dados mostrando que mais de 4
mil mulheres desapareceram misteriosamente nesse período,
mas o relatório diz que foram apenas 47.

Maquilas, aí mora o perigo
A maioria das mulheres assassinadas eram operárias que
trabalhavam nas maquilas, as zonas francas de fabricação
de produtos para exportação. Em Ciudad Juárez e outras
cidades mexicanas fronteiriças com os Estados Unidos,
se concentram esse tipo de fábrica, que se instalaram ali por obra
do governo Fox, sem pagar impostos e se beneficiando da abundância
de mão de obra barata. O governo não faz nada contra o enorme
desemprego que atinge os trabalhadores, em especial os mais jovens
e entre eles, as mulheres, que são obrigados a viver longe de suas famílias,
trabalhando em condições subhumanas, com salários de miséria,
e expostos a todo tipo de prepotência. O enorme desemprego,
a marginalidade, uma grande população flutuante, o tráfico de
mulheres e drogas é o cenário que o governo mexicano mantém
na fronteira com os Estados Unidos, e que se transformou num
verdadeiro inferno para as mulheres.

O movimento de mulheres do mundo inteiro, que tanto lutou para
deter e esclarecer os crimes, não deve aceitar de forma alguma esse
relatório distorcido e humilhante. É preciso repudiar mais essa
manobra suja do governo Fox, e continuar lutando para que a
verdade apareça, porque do contrário, a impunidade vai fazer
com que Ciudad Juárez continue a ser a “capital do feminicídio”.

Colheita de mulheres
Durante anos, Diana Valdez cobriu, como jornalista, os assassinatos
de mulheres em Ciudad Juárez. Ela conseguiu juntar dados suficientes
para botar muita gente na cadeia. Mas nada foi feito. Aqui extraímos
uma passagem de seu livro “Colheita de Mulheres. Safari no Deserto
Mexicano”, publicado na Espanha em 2005.

“Apesar das afirmações das autoridades, esses crimes não tinham nada
de normal e já eram muitos. Desde 1993, jovenzinhas, inclusive meninas de apenas 12 anos, eram violadas, estranguladas e mutiladas. Durante os últimos dez ans, mais de quatrocentas mulheres foram assassinadas e uma quantidade indeterminada delas permanece como desaparecidas.

Uma das vítimas, Gladys Janeth Fierro, de 12 anos, foi sequestrada em maio de 1993, e pouco tempo depois a encontraram morta. Sofreu abuso sexual e foi estrangulada. Em setembro de 1995, o cadáver de outra estudante, Sílvia Rivera Morales, de 17 anos, foi localizado em um terreno ao sul do Aeroporto Internacional de Ciudad Juárez. Seu seio direito havia sido cortado e o esquerdo mordido por dentadura humana. Isso foi feito com outras vítimas nesse mesmo ano, em um dos terrenos em disputa, propriedade de famílias poderosas.

Sagrario González, de 17 anos, que trabalhava como operária em uma maquiladora, desapareceu em abril de 1998 ao sair do trabalho. Depois de vários dias, seu corpo foi encontrado em um terreno baldio a leste da fábrica onde trabalhava. As autoridades disseram que a jovem foi estuprada, estrangulada e apunhalada. Em 1996, outras oito mulheres forma localizadas em uma região deserta de Juárez, conhecida como Lomas de Poleo, perto de El Paso, Texas. (...) No início, achei que esses crimes eram obra de um par de depravados assassinos, protegidos pela polícia graças a seus vínculos com o submundo. Havia indícios disso. Depois, fiquei sabendo que havia algo muito mais oculto e complexo por trás dessa colheita de mulheres. Pelo que vi, os criminosos eram homens poderosos que gozavam de influência nas mais altas esferas do governo mexicano. Mas os investigadores mexicanos, que sabiam que esses homens escolhiam suas vítimas entre as jovenzinhas das famílias mais pobres, não fizeram nada para detê-los”.


Cecília Toledo
da revista Marxismo Vivo








quarta-feira, outubro 25, 2006

PELA LIBERALIZAÇÃO DA INTERRUPÇÃO VOLUNTÁRIA DA GRAVIDEZ!

Em Portugal. continuamos a não ter direito de optar e decidir sobre os nossos corpos, as nossas vidas. A actual lei do aborto perpetua a criminalização das mulheres que de acordo com as suas consciências, condições sociais e vidas pessoais optam pela interrupção voluntária da gravidez submetendo-se a situações que a coloca em risco as suas próprias vidas, empurrando-as para a ilegalidade e a clandestinidade. A hipocrisia
do Estado Português face a esta situação denuncia a repressão e consente a violação e ocultação da Mulher.
O estado português continua a descomprometer-se com aquelas mulheres que condena.
Não podemos permitir que a nossa moralidade e ética pessoais proíbam e condicionem a liberdade de optar, de decidir e o direito de ser a outros e a outras.
O ABORTO É UMA OPÇÃO NÃO É UM DEBATE PÚBLICO

Manifesto Feminista

SOMOS FEMINISTAS...

Porque somos mulheres.

Porque temos voz.

Porque à Mulher continua a ser imposto um lugar secundário na sociedade.

Porque temos que trabalhar mais horas para conseguir salários iguais a um homem.

Porque é nosso direito decidir sobre o próprio corpo.

Porque pedimos que as Mulheres e os Homens sejam iguais na dignidade, nos direitos e que esses direitos sejam aplicados.

Porque os 2/3 de analfabetos que existem no mundo são mulheres.

Porque 99% das terras cultivadas no mundo pertencem aos homens, enquanto que as mulheres produzem 70% das culturas de subsistência.

Porque pelo menos um em dez lares são lugares de violências graves, onde as vítimas são 95% das mulheres.

Porque no mundo todos os anos 2 milhões de crianças sofrem excisão clitoriana, juntando-se aos 100 milhões de mulheres mutiladas sexualmente.

Porque a publicidade representa muitas vezes, de forma degradante, a imagem das mulheres, tal como as relações entre homens e mulheres.

Porque a larga maioria dos parlamentares no mundo são homens, enquanto que as mulheres constituiem mais de metade do corpo eleitoral.

Porque lutamos por uma tomada de consciência do valor da pessoa humana.

PORQUE QUEREMOS SER LIVRES!

NÃO QUEREMOS SER "HOMENS HONORÁRIOS", QUEREMOS SER MULHERES DE PLENO DIREITO.

DIZEMOS NÃO À OPRESSÃO, AO SILÊNCIO, À DESVALORIZAÇÃO...!

Manifesto Feminista

SOMOS FEMINISTAS...

Porque somos mulheres.

Porque temos voz.

Porque à Mulher continua a ser imposto um lugar secundário na sociedade.

Porque temos que trabalhar mais horas para conseguir salários iguais a um homem.

Porque é nosso direito decidir sobre o próprio corpo.

Porque pedimos que as Mulheres e os Homens sejam iguais na dignidade, nos direitos e que esses direitos sejam aplicados.

Porque os 2/3 de analfabetos que existem no mundo são mulheres.

Porque 99% das terras cultivadas no mundo pertencem aos homens, enquanto que as mulheres produzem 70% das culturas de subsistência.

Porque pelo menos um em dez lares são lugares de violências graves, onde as vítimas são 95% das mulheres.

Porque no mundo todos os anos 2 milhões de crianças sofrem excisão clitoriana, juntando-se aos 100 milhões de mulheres mutiladas sexualmente.

Porque a publicidade representa muitas vezes, de forma degradante, a imagem das mulheres, tal como as relações entre homens e mulheres.

Porque a larga maioria dos parlamentares no mundo são homens, enquanto que as mulheres constituiem mais de metade do corpo eleitoral.

Porque lutamos por uma tomada de consciência do valor da pessoa humana.

PORQUE QUEREMOS SER LIVRES!

NÃO QUEREMOS SER "HOMENS HONORÁRIOS", QUEREMOS SER MULHERES DE PLENO DIREITO.

DIZEMOS NÃO À OPRESSÃO, AO SILÊNCIO, À DESVALORIZAÇÃO...!

domingo, março 12, 2006

MUJERES ROJAS

15.02.06
Manifiesto feminista contra la reforma laboral

x Mujeres Rojas - Corriente Roja

La patronal española, el gobierno del PSOE y los sindicatos CCOO y UGT están pactando una reforma laboral contra las mujeres trabajadoras. Nos ofrecen contratos a tiempo parcial para mejor conciliar la vida familiar y laboral. Debemos conformarnos con un sueldecito complementario del principal y más horas para cuidar de la familia y el hogar.

Los ya habituales despidos por embarazo se pueden generalizar porque la reforma incluye nuevas facilidades para el despido.

Nos quieren en la casa para reducir el gasto social de los servicios públicos, para que la disponibilidad de nuestros compañeros respecto de la empresa sea total (sin responsabilidades familiares), y para que la mitad de la clase trabajadora, las mujeres, quedemos segregadas, atomizadas y dependientes del compañero en las históricas tareas conocidas como “sus labores”. Y las que dispongan únicamente de su propio sueldo para vivir que busquen marido o se arreglen con 300 euros al mes. Así mejoran los beneficios empresariales, que es de lo que tratan las reformas laborales. ¡No podemos conformarnos!

Retrato robot de la precariedad

El mercado laboral no es neutro en cuanto al género porque el sistema capitalista y su lógica de acumulación y máximo beneficio se nutre de la estructura patriarcal de la sociedad que subordina a las mujeres a la “despreciada” esfera privada e impone a los hombres la dedicación exclusiva al trabajo asalariado. Por ello el retrato robot de la precariedad es una mujer, joven e inmigrante. Por ello la tasa de paro femenino es doble que la masculina, la diferencia salarial entre hombres y mujeres es del 35 por ciento y la temporalidad de las trabajadoras supera en 7 puntos a la de los trabajadores.

También por ello el 70 por ciento de los contratos a tiempo parcial los firman las mujeres, y no por decisión voluntaria sino porque es lo que hay. Y además existe una segregación laboral horizontal con sectores feminizados más precarizados, como la limpieza, el comercio, el servicio doméstico, el sector textil de la confección o la industria de la alimentación, y una segregación vertical que reserva los cargos más altos a los hombres y las escalas más bajas a las mujeres.

Las trabajadoras inmigrantes soportan la carga mayor de la precariedad en el servicio doméstico, la hostelería y los talleres clandestinos de la economía sumergida, sin papeles, sin derechos, sin contratos. Y la única alternativa para muchas es la prostitución. Más de seiscientos mil puestos de trabajo irregulares existen en el servicio doméstico, excluidos del Estatuto de los Trabajadores porque al parecer no constituyen trabajo asalariado, y la mitad de las trabajadoras que los padecen, inmigrantes en su mayoría, cobran menos de 300 euros al mes.

Denunciamos la feminización de la enfermedad

La doble jornada, la acumulación de responsabilidades laborales y familiares, la violencia hacia las mujeres, las agresiones sexuales, el menosprecio de lo femenino, la culpa exclusiva por la crisis familiar, por el fracaso escolar, por la baja natalidad, y la presión psico-social que conlleva esta organización capitalista y patriarcal del trabajo y de la vida, supone para las trabajadoras una sobrecarga y un plus de tensión que redunda en el mayor deterioro de nuestra salud física y mental. El acoso sexual en el trabajo o la amenaza con el despido ante un embarazo son factores agravantes.

Las trabajadoras padecemos el 65 por ciento de las enfermedades profesionales con baja y lesiones músculo esqueléticas no reconocidas, cuyo origen se encuentra en el tipo de trabajo que realizamos, repetitivo, de precisión y concentración, y en posturas forzadas. Y, pese a que la exposición a productos químicos produce efectos diferentes en cada sexo, los estudios se verifican únicamente para el supuesto masculino.

Discriminación femenina

La nueva reforma laboral no sirve para reducir la discriminación de las mujeres, aunque lo proclama. El capítulo IV de la reforma del gobierno PSOE, relativo a las medidas para la igualdad entre mujeres y hombres en el mercado laboral, remite a una futura ley de igualdad porque nuestros intereses y los intereses empresariales son contrapuestos.

La patronal no quiere ni oír hablar de mejoras para las trabajadoras. El resto del capítulo se limita a recomendar buenas intenciones de género en la negociación colectiva.

Contratos a tiempo parcial para las trabajadoras

Sin embargo el capítulo siguiente sí establece medidas concretas, pero en este caso para el fomento del contrato a tiempo parcial, cuyas principales destinatarias somos las trabajadoras, consagrando de esta forma la secular división sexual del trabajo que asigna a las mujeres de forma obligatoria el trabajo doméstico gratuito y los cuidados de las personas dependientes, y a los hombres el trabajo remunerado fuera del hogar.

¿Quién concilia la vida laboral y familiar?

La nueva reforma laboral se rodea de leyes complementarias como la Ley de Conciliación de la vida familiar y laboral, la Ley de Dependencia o el Plan Concilia de la administración, que pretenden buscar soluciones a la baja tasa de natalidad y el envejecimiento de la población dentro del ámbito privado y familiar, a costa de las trabajadoras y del empleo digno, sin alterar los multimillonarios beneficios de las grandes empresas y la banca, sin extender los servicios públicos y sin el ansiado reparto entre hombres y mujeres de todo el trabajo necesario para el sostenimiento de la vida.

Y lo hacen desde una falsa neutralidad en cuanto al género porque estas leyes tratan por igual al hombre y a la mujer cuando en el mercado laboral y en la sociedad las mujeres están en situación de inferioridad en el efectivo disfrute de sus derechos y porque la mayor precariedad e inferior salario nos aboca a dejar el puesto de trabajo cuando las necesidades familiares lo demandan. Por tanto, la reforma laboral y sus leyes complementarias consagran la asignación obligatoria del trabajo doméstico y los cuidados de las personas a las mujeres. Sólo conciliamos la vida familiar y laboral con nuestra doble presencia las mujeres. Los hombres se deben a la empresa y su disponibilidad ha de ser total.

Contra el patriarcado y el capitalismo

Y es que el modelo de sociedad capitalista y patriarcal descansa sobre la base de un inmenso trabajo realizado fundamentalmente por las mujeres fuera del mercado laboral, en régimen de gratuidad, invisibilidad y falta de reconocimiento. El otro pilar es la explotación de las trabajadoras y trabajadores. Nuestro bienestar, el empleo digno, la vivienda, la sanidad, la enseñanza, los derechos de las personas dependientes, del colectivo de inmigrantes, de las mujeres y de la juventud, deben sacrificarse para garantizar el aumento de los beneficios.

El retroceso histórico que experimenta el mundo del trabajo frente a los intereses del capital nos deja desarmadas ante los sindicatos amarillos que negocian en nuestro nombre, y ante gobiernos de siglas distintas, PSOE o PP, pero coincidentes con la patronal.

Sólo debemos aceptar transformaciones del mercado laboral que garanticen:

• Igualdad salarial entre hombres y mujeres.
• Reparto de todo el trabajo (remunerado y familiar) entre hombres y mujeres.
• Jornada laboral de 35 horas semanales sin rebaja salarial.
• Fin de los contratos temporales y a tiempo parcial obligatorios para las trabajadoras.
• Desarrollo de todos los servicios públicos hasta garantizar la cobertura de todas las necesidades sociales, incluidas las personas inmigrantes.
• No a los despidos por embarazo.
• Fin del acoso sexual.

TRABAJO NOS SOBRA ¡QUEREMOS EMPLEO, DIGNO Y ESTABLE!

Sólo la organización y movilización de nosotras mismas, las mujeres trabajadoras, conseguirá acabar con la dominación capitalista y patriarcal.

Os convocamos a organizarnos con todas las fuerzas, todos los brazos, todas las mentes, toda la ilusión y toda la decisión transformadora.